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Curso Presencial

IA Aplicada à Contabilidade. Aplicação Ferramenta Claude Arquitetura pedagógica para aprovação versão para escritórios contábeis, departamentos fiscais, financeiros e de pessoal

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Objetivo do Curso

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“Antes da automação, vem a clareza. Antes da escala, vem a estrutura.” Este treinamento não ensina a “conversar com um robô”. Ensina a diferenciar problema de processo, problema de dados, problema de gestão e problema de tecnologia — e a reconhecer, com disciplina, os poucos pontos em que a IA realmente move a agulha. Onde o processo é o problema, a IA não é a resposta: é aceleração de caos. Este treinamento existe para evitar exatamente esse erro. OBJETIVO GERAL DO TREINAMENTO Ao final do treinamento, o participante será capaz de estruturar comandos profissionais para IA, conduzir uma primeira camada de análise sobre documentos e dados contábeis, identificar inconsistências com evidência, reconhecer informação sensível e decidir, com critério, quando usar IA, quando validar com uma fonte humana e quando não usar IA.
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Público-Alvo do Curso

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Contadores, auxiliares e analistas contábeis, analistas fiscais, profissionais de departamento pessoal, financeiro e administrativo, e gestores de escritórios contábeis — com qualquer nível prévio de familiaridade com IA, do uso ocasional de ChatGPT/Claude ao uso ainda inexistente.
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Cidades e Datas

SINDICONT Joinville dia 27/10 das 08:30h às 17:30h

(47) 99736-0247

Conteúdo Programático

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ABERTURA

Diagnóstico de Ponto de Partida

15 MIN   ESSENCIAL

OBJETIVO Nivelar expectativas e mapear o nível real de uso de IA na sala antes de ensinar qualquer técnica.
CONCEITO Levantamento rápido (mão levantada ou enquete) de quem já usa IA, para quê, e quais medos existem. Contrato de trabalho da sala: aqui não se automatiza bagunça.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor apresenta a tese central do treinamento: problema de processo → problema de dados → problema de gestão → problema de tecnologia → problema adequado para IA.
EXERCÍCIO Cada participante escreve em um post-it (físico ou digital) uma tarefa do seu dia a dia que gostaria de resolver com IA. Os post-its alimentam os exemplos ao longo do dia.
CASO CONTÁBIL —
RISCO Começar ensinando prompt sem antes alinhar quando a IA não é a resposta.
TAKEAWAY Antes de perguntar “como uso IA nisso”, pergunte “isso é um problema de processo, de dado ou de tecnologia”.

MÓDULO 1

IA sem Hype

45 MIN   ESSENCIAL

OBJETIVO Dar ao participante um modelo mental correto — e não mágico — de como uma IA generativa funciona.
CONCEITO O que é um LLM em linguagem simples; o que é contexto e janela de contexto; o que é token (e por que isso limita o tamanho do que a IA “enxerga” de uma vez); o que é alucinação; a diferença entre pesquisar, raciocinar, calcular e gerar texto — e por que uma resposta muito bem escrita pode estar completamente errada.
DEMONSTRAÇÃO Ao vivo: pedir para a IA calcular um valor com muitas casas decimais (erro de cálculo plausível) e depois pedir a mesma pergunta com acesso à ferramenta de código/planilha, mostrando a diferença entre “gerar texto parecido com a resposta certa” e “calcular a resposta certa”.
EXERCÍCIO Em duplas, os participantes tentam identificar, em três respostas de IA (uma correta, uma parcialmente errada, uma alucinada), qual é qual — sem saber o gabarito de antemão.
CASO CONTÁBIL Pedir a data de vigência de uma alteração fiscal específica sem fornecer a fonte, e comparar com a mesma pergunta fazendo a IA buscar e citar a fonte.
RISCO Tratar a IA como um banco de dados factual atualizado, quando ela é um gerador de texto plausível apoiado (ou não) em busca.
TAKEAWAY Resposta convincente não é sinônimo de resposta correta. Fluência de texto não é evidência de exatidão.

MÓDULO 2

Como Conversar com uma IA

60 MIN   ESSENCIAL

OBJETIVO Transformar pedidos vagos em comandos estruturados e repetíveis, aplicáveis a qualquer ferramenta (Claude, ChatGPT, Gemini).
CONCEITO Evolução do comando: pergunta simples → contexto → objetivo → dados → restrições → formato de saída → critérios de validação. Framework reutilizável: Papel + Contexto + Objetivo + Entradas + Regras + Saída esperada + Critérios de validação.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor parte de um prompt ruim real (“me ajuda com esse balancete”) e o reconstrói, etapa por etapa, diante da turma, até chegar a um prompt profissional completo com os sete elementos do framework.
EXERCÍCIO Cada participante pega uma tarefa real do seu dia a dia (pode ser a do post-it da abertura) e escreve um prompt seguindo o framework. Três voluntários leem o prompt em voz alta para feedback coletivo.
CASO CONTÁBIL Transformar “analisa esse DRE” em um prompt com papel de analista financeiro júnior, contexto da empresa, objetivo da análise, dados anexados, restrições (não incluir recomendação de decisão) e formato de saída em tópicos.
RISCO Aceitar a primeira resposta da IA porque o prompt “pareceu” bom, sem checar se todos os elementos do framework foram realmente informados.
TAKEAWAY Um prompt profissional tem papel, contexto, objetivo, dados, regras, formato de saída e critério de validação — nessa ordem de importância.

MÓDULO 3

Aplicações Práticas na Contabilidade

75 MIN   ESSENCIAL (NÚCLEO CONTÁBIL + FISCAL) / IMPORTANTE (FINANCEIRO + DP) / OPCIONAL (ATENDIMENTO)

OBJETIVO Mapear, por área, onde a IA agrega valor real e onde apenas acelera desorganização — com exemplo prático em cada frente.
CONCEITO Percurso por cinco frentes, cada uma classificada em benefício esperado, dados necessários, risco, necessidade de revisão humana, potencial de alucinação e potencial de automação futura: Contábil (análise preliminar de demonstrativos, comparação entre períodos, identificação de variações, checklists de fechamento, conferência preliminar de documentos); Fiscal (organização e conferência preliminar, comparação de documentos, checklists, interpretação assistida de regras — sempre com aviso de validação de legislação atualizada); Financeiro (fluxo de caixa, contas a pagar/receber, inadimplência, classificação de despesas, cenários, DRE gerencial, indicadores); Departamento Pessoal (comunicados, checklists admissionais/demissionais, conferências preliminares); Atendimento ao Cliente (tradução do “contabilês”, respostas de e-mail, cobrança, resumo de situações, preparo de reunião).
DEMONSTRAÇÃO Para cada frente, o instrutor executa ao vivo um exemplo curto com dado fictício, sempre fechando com a mesma pergunta: “isso é um ganho de IA ou um problema de processo mal resolvido que a IA só está deixando mais rápido de errar?”.
EXERCÍCIO Trabalho em grupos por área de atuação: cada grupo recebe um mini-caso da sua frente (contábil, fiscal, financeiro ou DP) e produz um prompt completo aplicando o framework do Módulo 2.
CASO CONTÁBIL Comparação de balancetes de dois meses de uma empresa fictícia de comércio, com uma variação de despesa que não tem explicação óbvia — a IA organiza e aponta a variação; o grupo decide o que perguntar ao cliente.
RISCO Usar a IA para “explicar” uma variação sem antes confirmar se o dado de origem está correto — analisando ruído como se fosse sinal.
TAKEAWAY A IA organiza, compara e aponta padrões. A leitura do que aquilo significa para a empresa continua sendo do profissional.

MÓDULO 4

IA Trabalhando com Arquivos

45 MIN   IMPORTANTE

OBJETIVO Ensinar o fluxo correto de uso de IA sobre documentos reais (PDF, Excel/CSV, contratos, notas, relatórios).
CONCEITO Documento → IA → extração → estruturação → análise → revisão humana. Extração de informação e interpretação da informação são etapas diferentes, feitas com níveis diferentes de confiança.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor sobe um PDF de um relatório fictício e um Excel com uma planilha de contas a pagar, pede para a IA extrair os dados em tabela, depois pede uma análise sobre a tabela extraída — mostrando o ponto exato em que a IA pode errar na extração e propagar o erro para a análise.
EXERCÍCIO Os participantes recebem um PDF fictício de nota fiscal e devem pedir à IA que extraia os dados em formato de tabela, depois conferir manualmente 3 campos extraídos contra o documento original.
CASO CONTÁBIL Contrato de prestação de serviço com cláusula de reajuste; a IA extrai o índice de reajuste e a data-base, e o grupo confere se a extração bate com o texto do contrato.
RISCO Confiar na extração sem conferência — um número trocado na extração vira um erro “silencioso” em toda a análise seguinte.
TAKEAWAY Nunca pule a etapa de conferência entre a extração feita pela IA e o uso do dado extraído.

MÓDULO 5

Exercício — Detector de Inconsistências

45 MIN   IMPORTANTE

OBJETIVO Praticar, em grupo, o uso de IA como primeira camada de revisão de dados — sem delegar o julgamento contábil.
CONCEITO A IA não decide se existe erro contábil. Ela produz uma cadeia estruturada: achado → evidência → hipótese → risco → informação necessária → ação recomendada.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor modela a cadeia completa com um exemplo simples antes de liberar os grupos, mostrando como recusar uma resposta da IA que “decide” em vez de apontar evidência.
EXERCÍCIO Cada grupo recebe o mesmo conjunto de dados fictícios de uma empresa (com valores divergentes, informações ausentes, possíveis duplicidades e uma variação fora do padrão propositalmente inseridos) e usa IA para produzir a cadeia achado-evidência-hipótese-risco-informação necessária-ação recomendada para cada ponto encontrado.
CASO CONTÁBIL Planilha fictícia de lançamentos de uma pequena indústria com uma duplicidade de pagamento a fornecedor e uma despesa 3x acima da média histórica sem justificativa registrada.
RISCO Deixar a IA escrever “há um erro contábil aqui” em vez de “há uma variação que precisa de investigação — eis a evidência”.
TAKEAWAY A saída correta da IA é sempre uma hipótese com evidência, nunca um veredito.

MÓDULO 6

IA como Analista Júnior

30 MIN   IMPORTANTE

OBJETIVO Consolidar o papel da IA na rotina: primeira camada de análise, nunca a decisão final.
CONCEITO A IA recebe documentos, organiza informações, classifica, identifica anomalias, formula hipóteses, indica pontos de atenção, apresenta evidências e encaminha para validação humana. IA recomenda ≠ IA decide.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor retoma o exercício do Módulo 5 e mostra, lado a lado, o que a IA entregou versus o que só o profissional pode assinar como decisão.
EXERCÍCIO Discussão dirigida: “em quais dessas oito etapas o julgamento humano é insubstituível — e por quê?”
CASO CONTÁBIL Retomada do caso da indústria fictícia do Módulo 5, agora com a pergunta: o que assinar como profissional responsável, e o que ainda falta perguntar ao cliente.
RISCO Naturalizar a IA como “quem decide”, transferindo responsabilidade técnica para a ferramenta.
TAKEAWAY A responsabilidade pela decisão contábil nunca é da IA — mesmo quando a análise inicial for excelente.

MÓDULO 7

Segurança e Dados

40 MIN   ESSENCIAL — OBRIGATÓRIO

OBJETIVO Estabelecer critérios claros e memorizáveis sobre o que pode, o que exige cuidado e o que nunca deve ser compartilhado com uma IA.
CONCEITO Dados pessoais, dados financeiros, informações empresariais confidenciais, documentos de clientes, credenciais, senhas, dados bancários, informações trabalhistas e LGPD. Classificação: 🟢 pode utilizar · 🟡 utilize com cuidado / anonimização · 🔴 não compartilhar sem ambiente, autorização e controles adequados. Risco de copiar bases completas de clientes para ferramentas de IA.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor apresenta 8 a 10 situações reais do dia a dia contábil (ex.: colar uma planilha de folha de pagamento completa em um chat público; anonimizar um CPF antes de perguntar sobre um cálculo; compartilhar um extrato bancário integral) e a turma classifica em 🟢🟡🔴 antes da resposta do instrutor.
EXERCÍCIO Cada participante lista, do seu próprio dia a dia, uma informação que hoje já compartilha com IA (ou pretende) e a reclassifica com o semáforo, ajustando o que precisa mudar.
CASO CONTÁBIL Um analista fiscal cola uma planilha inteira de fornecedores com CNPJ, valores e condições de pagamento em um chat de IA generalista para “organizar melhor” — análise do risco e alternativa segura (anonimização, ambiente corporativo controlado).
RISCO Tratar a agilidade da IA como justificativa para pular a classificação de sensibilidade do dado.
TAKEAWAY Antes de colar qualquer dado em uma IA, pergunte: isso é 🟢, 🟡 ou 🔴 — e eu tenho autorização para isso?

MÓDULO 8

Alucinação e Validação

30 MIN   ESSENCIAL

OBJETIVO Expor, na prática e propositalmente, o risco de confiar em uma resposta de IA sem fonte — para instalar o hábito de checagem.
CONCEITO Cadeia obrigatória de validação: IA → fonte → evidência → conferência → decisão humana.
DEMONSTRAÇÃO Demonstração propositalmente perigosa: o instrutor pede a interpretação de uma obrigação fiscal ou regra tributária sem fornecer fonte oficial, mostra a resposta fluente e convincente da IA, e então confronta com a fonte oficial real — revelando divergência ou desatualização.
EXERCÍCIO Em duplas, os participantes recebem uma afirmação gerada por IA sobre uma regra fiscal (real ou fictícia) e têm 5 minutos para encontrar a fonte oficial que confirma ou refuta a afirmação.
CASO CONTÁBIL Pergunta sobre prazo de uma obrigação acessória sem indicar a fonte — resposta da IA plausível, mas com data desatualizada.
RISCO Repassar ao cliente uma interpretação de IA sobre legislação sem checar a fonte oficial vigente.
TAKEAWAY Toda resposta de IA sobre legislação ou regra fiscal é um ponto de partida para pesquisa — nunca o destino final.

MÓDULO 9

Do Chat para a Automação

20 MIN   OPCIONAL — RECOMENDADO PARA GESTORES E LÍDERES DE EQUIPE

OBJETIVO Dar ao participante um critério de maturidade para decidir quando vale a pena sair do uso manual e ir rumo à automação.
CONCEITO Escada de maturidade: uso manual → prompt padronizado → template → processo → integração → automação → agente. Critérios de avaliação por oportunidade: frequência, volume, padronização, qualidade dos dados, impacto de erro, reversibilidade, necessidade de julgamento, retorno financeiro. Classificação final: GO · GO CONDICIONAL · NO-GO.
DEMONSTRAÇÃO O instrutor aplica os critérios a dois exemplos reais de rotina de escritório — um com GO claro (checklist de conferência repetitivo, baixo risco) e um com NO-GO (decisão de crédito a cliente, alto impacto de erro, exige julgamento).
EXERCÍCIO Cada participante avalia uma oportunidade de automação da sua própria rotina usando os oito critérios e classifica como GO, GO CONDICIONAL ou NO-GO.
CASO CONTÁBIL Escritório que processa 40 conciliações bancárias por mês, com processo já padronizado e dados de qualidade razoável: avaliação orienta para GO CONDICIONAL, com etapa de amostragem humana.
RISCO Automatizar um processo que ainda não está padronizado — “automação de lixo é só aceleração de problema”.
TAKEAWAY Nem toda oportunidade de IA deve virar automação. Primeiro eliminar, depois redesenhar, só então automatizar.
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Lucas Felipe Lourenço é engenheiro mecânico, mestrando em Sistemas de Engenharia pela UFSC com foco em Inteligência Artificial aplicada à indústria, e Lean Six Sigma Green Belt. É CEO e sócio administrador da Lourenço Soluções em Engenharia. Já foi reconhecido duas vezes na WEG por projetos de redução de desperdício. Lucas se posiciona como Engenheiro da Clareza Estratégica: sua atuação não é sobre ferramentas ou modismos de automação, mas sobre desmontar processos, expor gargalos e reconstruir com método. Defende que a inteligência artificial só entrega resultado real quando aplicada depois — nunca antes — da clareza operacional.

 

ATUAÇÃO PROFISSIONAL CEO e Sócio Administrador — Lourenço Soluções em Engenharia Consultoria em engenharia de processos, diagnóstico organizacional e aplicação estratégica de Inteligência Artificial. Condução de diagnósticos, treinamentos corporativos, mentorias e desenvolvimento de software sob medida para clientes de múltiplos segmentos. WEG — Projetos de Melhoria Contínua Reconhecido em duas ocasiões por projetos de redução de desperdício, aplicando princípios de Lean Manufacturing em ambiente industrial de grande escala. FORMAÇÃO — Mestrado em Sistemas de Engenharia — UFSC (em andamento) · foco em Inteligência Artificial aplicada à indústria — Pós-graduado em Gestão de Processos e Controle de Qualidade com IA — Graduação em Engenharia Mecânica — Certification Lean Six Sigma Green Belt

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